TRÂNSITO – PEQUENAS E MÉDIAS CIDADES ESTÃO NO GARGALO

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Com a instituição do Código de Trânsito Brasileiro, que entrou em vigor em 23 de janeiro de 1998, os órgãos de trânsito passaram por uma remodelagem no âmbito de suas competências.

A grande diversidade de situações, costumes ou a própria configuração da malha viária brasileira, fizeram com que a responsabilidade de fiscalizar o trânsito urbano ficasse mais focada nos Municípios. Com a incumbência dos Departamentos Municipais de Trânsito para assumir a atividade de fiscalizar suas respectivas circunscrições, esperava-se que a regionalização destas responsabilidades viesse a dinamizar o processo de correção de atitudes no trânsito.

Assim como foi colocado no papel, tudo parecia perfeito. O que não se considerou foi o fato de que as vinte e uma (21) atribuições conferidas aos municípios no artigo 24 do CTB – Código de Transito Brasileiro, dificilmente seriam absorvidas pela maioria dos municípios brasileiros, haja vista a sua complexidade quando considerada a estrutura administrativa dos municípios de médio porte e, principalmente, daqueles de pequeno porte.

Mas além das questões estruturais, outros fatores bem característicos dos pequenos e médios municípios resultaram em que, nos vinte anos de vigência do atual CTB, a realidade do trânsito urbano nesses municípios evoluíram para uma total desordem.

Não bastassem todas as intempéries estruturais e administrativas próprias do sistema, a situação se agravou ao limite do “caos” total em face do crescimento surpreendente da frota de veículos ocorrido nos últimos dez anos.

Em matérias futuras o LesteNorte estará abordando fatores diversos que afetam gravemente a gestão, organização e fiscalização de trânsito nas cidades de pequeno e médio porte, mas nesta oportunidade o objetivo primeiro é demonstrar a surpreendente evolução no quantitativo da frota de veículos, notadamente, nos municípios de pequeno e médio porte.

Conforme demonstrado abaixo, tomamos como exemplo as cidades do estado do Espírito Santo situadas no extremo Noroeste, as quais são Ecoporanga, Água Doce do Norte, Barra de São Francisco, Águia Branca, Pancas, Alto Rio Novo e Mantenópolis.

Será demonstrada também a evolução da frota ocorrida no município Mineiro de Mantena, situado no extremo Leste do estado de Minas Gerais.

Os dados que serão apresentados foram todos colhidos nos portais eletrônicos do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, bem como do DENATRAN – Departamento Nacional de Trânsito.

Importante observar também que o quantitativo de veículos licenciados Nos municípios se refere a todos os tipos terrestres motorizados, a saber, AUTOMÓVEL, BONDE, CAMINHÃO, TRATOR, CAMINHONETE, CAMIONETA, CHASSI PLATAF, CICLOMOTOR, MICRO-ONIBUS, MOTOCICLETA, MOTONETA, ONIBUS, QUADRICICLO, REBOQUE, SEMI-REBOQUE, SIDE-CAR, TRATOR ESTEIRA, TRATOR RODAS, TRICICLO, UTILITÁRIO.

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A população considerada nos demonstrativos acima refere-se ao senso IBGE no ano de 2010 e a população estimada também pelo IBGE para o ano de 2018.

No link a seguir o leitor poderá conferir os dados da população de seu município tanto no censo de 2010 quanto na estimativa de 2018

MANTENA – POPULAÇÃO SEGUNDO IBGE

No link que são colocados abaixo o leitor poderá conferir os dados constantes do portal eletrônico do DENATRAN relativamente ao quantitativo de veículos licenciados em todos os município brasileiros no ano de 2010, bem como em FEVEREIRO Do ano de 2019, podendo como verificar os tipos de veículos licenciados em cada municípios.

FROTA DE VEÍCULOS – DENATRAN

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