MOSQUITO DA DENGUE. DE ONDE VEM A SUA FORÇA?

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A proliferação e evolução do mosquito dengue (Aedes aegypti) está diretamente relacionada com três fatores primordiais. O fator climático tem razoável importância, haja vista que a maior ou menor incidência de chuvas pode agravar ou amenizar a expansão do inseto transmissor da dengue. Mas os comportamentos da administração pública e da população São os fatores a serem considerados.

Os cuidados no combate ao mosquito Aedes aegypti, devem durar todo o ano, inclusive, em período de chuvas. No estado do Espírito Santo, só nas primeiras 15 semanas de 2019, foram notificados 20.885 casos de dengue. A melhor forma de evitar a doença é acabar com os focos do mosquito.

A maior parte dos criadouros do mosquito são encontrados dentro das residências, e seus ovos podem resistir por aproximadamente dois anos em ambiente seco. Portanto, se o local em que ele foi depositado – uma garrafa, um pratinho de vaso de planta, por exemplo – não for eliminado, o ovo ficará ali esperando uma oportunidade para eclodir, a saber, quando chover.

A população deve ficar atenta ao acúmulo de água em locais como calhas, pneus velhos, garrafas, além de manter quintais sempre limpos. É preciso trocar a água dos pratos de plantas. Também deve-se tampar tonéis, depósitos de água, caixas d’água e qualquer tipo de recipiente que possa reservar água, para assim evitar sua proliferação.

Não é tão difícil identificar o Aedes aegypti e diferenciá-lo do mosquito popularmente conhecido como pernilongo. O transmissor da dengue tem hábitos diurnos, mas pode picar à noite; é escuro com listas brancas; é um pouco menor quando comparado ao pernilongo; costuma voar mais baixo e; tem uma picada indolor.

Veja no link abaixo o quadro 01 com a indicação das notificações em números absolutos por semana epidemiológica e quadros 02, 03 e 04, com a classificação segundo a incidência acumulada das quatro últimas semanas dos casos de dengue por município.

Abra o LINK a seguir e veja a situação do seu município do ES.

15º boletim epidemiológico da dengue – 2019

O ministério da Saúde considera três níveis de incidência acumulada das quatro últimas semanas dos casos de dengue: baixa (menos de 100 casos/100 mil habitantes), média (de 100 a 300 casos/100 mil habitantes) e alta (mais de 300 casos/100 mil habitantes). A taxa de incidência é um importante indicador de alerta e ajuda a orientar as ações de combate à dengue.