A SAÚDE DA SAÚDE. COMO ESTÁ O SEU MUNICÍPIO?

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O secretário de estado da saúde do ES, Nésio Fernandes de Medeiros, admitiu nesta semana que está em situação de colapso a saúde pública na região metropolitana de Vitória, capital do estado.

A questão agora é saber se o colapso existe apenas na região metropolitana do estado (Vitória, Vila Velha, Cariacica, Viana e Serra) ou não estaria ocorrendo na grande maioria dos municípios capixabas.

Conforme é sabido, a região metropolitana do estado do Espírito Santo sempre contou com a primazia de atenção da gestão estadual, notadamente, nas áreas de saúde e segurança pública.

Na segurança pública ocorreu que a atenção sempre concentrada na região metropolitana, resultou na migração da criminalidade para o interior do estado, expurgando para o interior, o colapso existente há mais de uma década na região metropolitana.

Se considerado o índice de criminalidade segundo a densidade populacional, é fato que a violência criminal “per capta” é, na atualidade, maior no interior do estado que na região metropolitana.

Quando se volta para a saúde, esse fator geopolítico sempre existente na gestão estadual (priorização da região metropolitana) o reconhecimento de um colapso na região metropolitana pode ser um indicativo de que no interior, aquilo que já foi um colapso, seja hoje uma situação muito próxima do funeral.

O secretário Nésio Fernandes Medeiros, além de admitir o colapso, afirma que a saúde no estado tem recursos, mas é necessário “mudar o modelo” e modernizar as estruturas visando melhor atendimento à população.

Segundo afirmou o secretário, o colapso referido está centrado na recorrente “superlotação” nos PAs – pronto atendimentos – nos municípios da região metropolitana cuja responsabilidade gerencial é dos municípios.

O secretário Nésio entende que “os modelos dos municípios capixabas são ultrapassado e é preciso modernizar as estruturas para atender melhor a população”.

Se nos municípios da região metropolitana – que se presumem mais evoluídos – os modelos de gestão estão ultrapassados e a estrutura é arcaica, como estariam os municípios do interior?

Dispõe o artigo 196 da Constituição Federal que “A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

Não existe exercício de cidadania sem o mínimo de saúde. Por isso esse tema “saúde” interessa muito ao LesteNorte